segunda-feira, junho 18, 2007

Ah...

Recomendação para leitura do texto: escute essa música ao fundo - e desconsidere o vídeo, por favor.

Então, vamos começar.

As lágrimas rolam pela face, mistos de sorrisos, memórias, saudades. Por dentro, satisfação, tranqüilidade e renovação. Gratidão que pulsa, gratidão por existir, por estar cercada de pessoas tão boas e bonitas. Por poder compartilhar coisas que me alimentam tanto... Por poder trocar experiências, desesperos e vitórias.
E o tempo vai passando, e por mais que certas coisas doam tanto, percebo a ligação entre os fatos, as conseqüências, as finalidades.
Realmente certas situações são como bumerangues. Quando não resolvidas, empurradas com a barriga, me deparo lá frente, levo um susto, mas depois percebo o sentido, faço a reflexão. Ciclos que não foram fechados e ainda precisam ser repetidos.
É interessante estar desperto. As vezes se vive como se estivesse dormindo. Realizando as funções básicas para a sobrevivência sem observar e absorver os detalhes, as delicadezas.
As vezes também se vive no passado. Mesmo sem querer, estou presa a memórias que vem e vão durante as atividades cotidianas, e acabo deixando o hoje passar, o agora, o que realmente importa. Ou se idealizo o futuro com todas as forças, e se aquilo não acontece, todo o resto perde o sentido.
Vi num filme uma frase muito interessante que ficou marcada. Que horas são? Onde você está? O que você é?
Para todas essas perguntas, as respostas podem ser: agora, aqui, este momento.
As vezes não temos a casa que gostaríamos, mas talvez seja é importante cuidar de verdade do que se tem, fazer daquele ambiente o seu ambiente, da sua forma, com as suas cores e seus cheiros. Acaba se tornando o lugar mais aconchegante do universo, aquele lugar que você pode levar os seus amigos mais íntimos e eles poderão sentir toda a vibração.
As vezes não temos todo o dinheiro que precisamos para determinada coisa, mas com paciência e sabendo aplicar tudo aquilo que temos amor e habilidade em trabalho, temos muita chance de aos poucos conseguir o resultado de tudo isso. ‘Um guerreiro não desiste do que ama’.
As vezes nos desesperamos pelo fato de não sabermos sair de determinado conflito, mas se soubermos nos voltar para nosso próprio ‘eu’, sermos mais humildes e admitirmos as falhas e impotências, ou se soubermos respeitar o tempo e a subjetividade das pessoas, fica mais simples a convivência humana.
Talvez não tenhamos a família mais unida, a família mais compreensiva, ou que tenha a ver conosco. Mas uma boa convivência independe disso. Me encontro plenamente grata por hoje conseguir ter uma relação saudável e PRAZEROSA com as pessoas que me colocaram no mundo. Nem sempre foi fácil conciliar as idéias diferentes, os desejos diferentes, mas tenho certeza de que se parei em determinado lar, talvez eu mesma tenha escolhido. Afinal, já consigo vê-los como amigos, como irmãos.
De que adianta vir a este mundo se de alguma forma não servimos? Qual a finalidade de existir? Comer, eliminar, reproduzir e trabalhar para manter uma posição e bens materiais? A sementinha de luz pode ser plantada a cada encontro. Dentro de casa, na casa de outras pessoas, com os amigos, os amores, e com a gente mesmo.
Podemos perder alguém de várias formas, quando menos esperamos, - ou deixar de existir também - o que fica é o a impressão que deixamos nos outros. O que contribuímos, alimentamos, ensinamos e trocamos.
É necessário nos conhecermos mais, cada cantinho do nosso próprio corpo, sentir a textura da pele, dos cabelos, cada cantinho de cada pensamento. É complicado as vezes conviver com outra pessoa se não conhecemos a nós mesmos. Nossas angústias, nossas carências, fraquezas. Podemos acabar transferindo para a outra pessoa aquilo que nos angustia, que nos pertence.
É necessário descobrir as nossas próprias habilidades, e saber valoriza-las. De nada adianta se sentir inferior quando todos estão aqui com um mesmo propósito: evoluir. As vezes sentimos medo de nossa própria luz e nos encolhemos. Ninguém ganha com isso. As pessoas não conseguem absorver tudo o que você pode passar de bom, assim como nos escondemos em temores, vivendo em cima de algo que não somos.
Carregar ressentimentos podem provocar doenças, somatizações, mal estar entre um monte de outras coisas cientificamente comprovadas. Pode ser tão simples saber perdoar. Parar pra pensar e perceber que não se tem um inimigo ou alguém que deixou de falar por uma situação mal resolvida, é uma sensação muito gostosa. As vezes o mais complicado é saber SE PERDOAR.
Não sei o propósito real de escrever tudo isso por aqui, mas se de alguma forma “nos encontramos” em algum trecho do texto, creio que tenha tido alguma finalidade.


Luz.

Recomendação de filme: PODER ALÉM DA VIDA – nada é por acaso.

4 Comments:

Blogger Unknown said...

Há muita verdade neste texto, eu consegui ver varias situações em minha cabeça a cada linha lida. Bom texto faz pensar, refletir e crescer...e é isso mesmo. Eu ultimamente tenho crescido e amadurecido muito, e você faz parte disso, obrigado também por existir e fazer parte de minha vida, minha história, te amo Nina Maria.
Tudo de mais belo nessa vida e que possamos ir evoluindo juntos ao longo de nossas vidas, Beijão!

8:31 PM  
Anonymous Anônimo said...

Sem o Ben Harper ficaria beeem melhor.

Luz: é, eu gosto de claridade.

8:33 PM  
Blogger marano said...

:) acho que tudo é por acaso! E acho que somos nós quem fazemos o acaso. Acreditar já é torná-lo possível, admissível pela pela realidade. Acreditá-lo já é torná-lo real em algum lugar no espaço e no tempo, paralelo a nossa própria existência. E se acreditarmos bastante será a nossa própria. Mas não é tão fácil assim: não basta cobrir a descrença com uma película de fé. A verdade tem que vir de dentro do que somos. Não é simplesmente acreditar na possibilidade, é saber exatamente como nossos sentidos seriam estimulados por ela, e mais que isso - ser capaz de vivê-los dentro de nós naquele espaço e tempo distatentes. Te recomendo o filme, se não viu não vai se arrepender em perder alguns minutos, "Quem somos nós", tem um nome piegas também :P

9:31 PM  
Blogger João Ventura said...

É, acho que nos encontramos em algum ponto do texto, mas conversamos em assuntos diferentes e fomos embora...

A luz cria a sombra, e a luz também destrói a sombra...

Beijo

5:09 PM  

Postar um comentário

<< Home