quinta-feira, outubro 25, 2007

Piedade, São Pedro.

Acordei com meu irmão me sacudindo na cama, dizendo: - Não dá pra sair de casa, a rua tá cheia, não tem como sair.
Fui cambaleando até a janela e vi que a água não tinha abaixado praticamente nada desde a noite anterior. Chegava quase na altura de um pneu. Quarta-feira, ontem, caso fosse à faculdade, não teria conseguido entrar em casa.
Hoje já não conseguirei sair. Da janela do quarto de minha mãe, pude conversar com o vizinho do outro lado da rua. Ele dizia que o centro também estava um transtorno, carros tinham boiado na noite anterior, o “valão” tinha transbordado. Aquela água podre invadiu casas da proximidade, fazendo com que várias pessoas perdessem seus móveis.
Um colega de trabalho de minha mãe, não foi trabalhar justamente por perder grande parte de suas coisas, enquanto seu chefe, mesmo comunicado do problema, insistia que ele fosse. A máquina não pode parar, não é?
A água também invadiu a casa da minha avó, e com certeza, muitas outras. No entanto, tenho certeza de que na casa DELES, está tudo mais certinho, está tudo bonitinho.
Perdi minha aula de música e provavelmente, perderei mais um dia de faculdade. E isso não é nada comparado as perdas do Rio de Janeiro, e os bairros mais carentes daqui.
A rádio ouve reclamações dos moradores indignados, todos se perguntam: De quem é a culpa?
A cidade de Macaé parou. São Pedro não moderou a torneira ontem. Espero que dê uma trégua hoje. Não estamos preparados para isso.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Não Veja.

Veja bem meu bem...
Não dá para acreditar em tudo o que se exibe por aí.
É com metralhadoras de palavras nem sempre corretas
que jornalões e revistas de banheiro,
deturpam até a história se baseando num achismo ridículo.

Digam à Che que não se preocupe.
Há quem saiba que tudo isso não se passa de um mal feito.
Deixe que pensem, que digam, que falem...
- estão falando até do mal cheiro que ele tinha, é mole ou quer mais?!

O ministério do bom senso adverte: Não Veja.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Violeta de Outono

Dia 9 de outubro de 2007. Tive a oportunidade de bater um papo bacana com a banda Violeta de Outono para o site Macaé Rock.
A banda tem surgimento em 1984, mistura progressivo com psicodélico. Uma variedade de melodias profundas e intensas, fazendo borbulhar a psique, as emoções e os sentimentos.
Em algumas delas é possível até fechar os olhos e se deixar levar pela atmosfera psicodélica.

Para conferir a resenha:


Marcadores: , , , ,

domingo, outubro 07, 2007

Tia Angústia

Há algo de vazio que retorna com estranheza de tempos em tempos. Quase como um retornelo. No entanto, sempre é diferente. As vezes mais forte, as vezes mais fraco.
As causas podem ser diferentes. E como é difícil encontrar alguma luz em meio aquele aperto sinistro no peito.
Mas fico pensando também... Se me sentisse completa o tempo inteiro, não teria sentido continuar existindo. Em paralelo a isso, o desejo também pode ser simplesmente o desejo, o que apetece, que cativa, não necessariamente significado de falta.
E é justamente quando me pego em situações não vividas, que me conheço mais, e a tendência é um pouco de desorientação, afinal é muito cômodo encontrar um “método”, um cubo perfeito para se viver, evita o sofrimento. Experimentar o não vivido é uma longa busca em si, atuar e assistir conjuntamente.
Porém, só experimentando e se permitindo a isso, que é possível traçar e (re)descobrir novos sentidos.
Apostar no "apetite" com a possibilidade de mudanças – mesmo arriscadas – é bem melhor do que o sentir pragmático, os pensamentos rígidos, o julgamento alheio (ou o auto-julgamento).
Vou sentar num bar com a minha Angústia – passada e futura - e perguntar à ela até onde vai permanecer, estou louca para demiti-la e contratar algo de mais leve, mais presente.