- Tempo, senhor do tempo.
As vezes é preciso pedir tempo. Pedir tempo para si mesmo. Um tempo independente do século em que se vive ou o espaço a que pertence.
Silêncio e tempo são um casamento perfeito para a introspecção. De nada adianta pela paixão viver, na escuridão respirar, sem fazer sentido. É preciso de tempo pra assimilar o sentir, redescobrir algum sentido.
Talvez o tempo também leve um pouco da veracidade do momento. Deixe depois de algum tempo, lembranças espalhadas pelo quarto, em cartas, em fotos, e quem sabe numa memória seletiva.
Maria pede tempo ao senhor juiz. O senhor juiz do tempo, invisível e existente, aceita sem hesitar. Maria não sabe se é certo ou errado, simplesmente está fazendo.
Silêncio e tempo são um casamento perfeito para a introspecção. De nada adianta pela paixão viver, na escuridão respirar, sem fazer sentido. É preciso de tempo pra assimilar o sentir, redescobrir algum sentido.
Talvez o tempo também leve um pouco da veracidade do momento. Deixe depois de algum tempo, lembranças espalhadas pelo quarto, em cartas, em fotos, e quem sabe numa memória seletiva.
Maria pede tempo ao senhor juiz. O senhor juiz do tempo, invisível e existente, aceita sem hesitar. Maria não sabe se é certo ou errado, simplesmente está fazendo.
O desejo pelo tempo surge pela necessidade de descanso. Maria descansa nos braços do senhor do tempo, e de olhos fechados, sorri. Ela aposta no tempo para acordar leve, renovada e enfim poder acertar o horário de verão.
6 Comments:
Muito bonito.
interessante a ambiguidade do pedir tempo. Você pode estar pedindo uma suspensão do tempo, uma parada no tempo para se distanciar e pensar; e pode estar pedindo mais tempo pra pensar ao mesmo tempo. Sentidos opostos q acabam significando a mesma coisa no fim das contas.
Queria depois q vc me explicasse melhor o q vc quis dizer.
Bejos
Mmm...
você voltou à fase de escrever mais em menos tempo? :p
Tic-tac.
Dando continuidade à série "Blog-MSN", tem um poema bem legal sobre esses tic-tacs que tentam moldar nossas idas & vidas:
AH! OS RELÓGIOS
Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida -a verdadeira-
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.
E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...
Mario Quintana
A Cor do Invisível
Mateus, que sintonia a sua... se muito não me engano, Nina já postou esse poema uma vez no flog dela ^^
Boa!
*hoje eu cheguei antes do novo texto,
talvez para continuar o blog-conversa ^^.
Reinventaram a mensagem instantânea, que beleza! Pra Nina uma beijo e uma sobremesa, pro senhor senhor do tempo nada posso falar, ele morreu de velho cansado de tanto esperar
Haha, pois é, Jung chamaria isso de sincronicidade. Confesso que gostei disso quando li, mas por um lado teve um voz que ecoou dizendo "Droga, devia ter escolhido o do Neruda!". :-)
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