terça-feira, setembro 25, 2007

Sopro divino.

Não consigo entender de onde vem essa sede pelo poder, que ultrapassa os séculos e turbulenta a história. Essa ganância e prepotência.
Não consigo entender a raiva, a vingança e o egoísmo, já que na verdade somos tão pequenos e frágeis, ainda não encontramos um jeito para a morte.
E a gente se esquece de que vai morrer, e vive como se o amanhecer e o anoitecer fossem eternos, encadeados um no outro. São rara as vezes que nos damos conta de que qualquer dia pode ser o último suspiro.
E ainda tem gente que prefere humilhar, guardar, se garantir sob o outro. Que garantia temos de existir?
Não entendo essa falta de carinho, essa falta de cuidado, essa falta de profundidade.
Sim, todos nós vamos partir e o destino é incerto, depende do que se crê. Só que ao invés de tentar aproveitar todos os corpos, todos os lugares, todos os segundos em pouco espaço de tempo, talvez fosse mais belo descobrir a essência de um corpo, um espírito, um lugar e sentir a eternidade em um instante, mesmo que em um encontro.
A vida é como um sopro, leve e instantâneo aos nossos olhos. É por isso que eu acho que insisto, e não canso de eternizar.

sexta-feira, setembro 14, 2007

A ditadura da maionese

Saí correndo para a lanchonete mais próxima antes que o intervalo entre a aula prática de música e a teórica me tirassem a fome.
Comia efusivamente um sanduíche natural quando li em um singelo quadrinho de moldura negra:
"Fregueses e amigos, a maionese é de uso exclusivo dos sanduíches, não podendo ser usada em salgados. Sendo assim, contamos com a compreensão de todos. Atenciosamente, a direção".
Um verdadeiro cúmulo. Ali, especificamente naquela lanchonete somos sutilmente obrigados a usarmos somente ketchup nos salgados. Outros fregueses, nada amigos, também se questionavam. No entanto, ninguém, nem mesmo eu, teve coragem de reclamar ou pelo menos perguntar a causa da proibição maionéstica.
Tudo bem que eu não gosto daquela que curiosamente começa com HELL, no entanto, as caseiras são bem interessantes, temperadinhas.
Ninguém teve coragem de reclamar, pois sinto que no fundo o direito da maionese era algo pueril demais para ser discutido.
Não usei nem ketchup, sou birrenta.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Across the Universe


O próprio nome do filme já nos remete à trilha sonora. Simplesmente Beatles. A história é de amor em plena Guerra do Vietnã em paralelo aos bons tempos e o melhor do quarteto rock and roll em disparada. Final dos 60's para os 70's.
A direção é de Julie Taymor, mesma diretora do filme sobre a mexicana Frida Khalo.
Com cores e imagens psicodélicas, típico da época, seremos levados a uma atmosfera muito semelhante. Em meio aos protestos em Detroit, a força da contra-cultura e anti-guerra, e mortes no Vietnã, dois jovens tentarão ficar juntos.
Beatles aparecem em cenas importantes dando o tom ideal. Entre elas, podemos ouvir All you need is love e Hey Jude.
Mesmo com um tema tão clichê, acredito que rememorar nunca é demais. Sentir um clima de uma época que só conheci em livros, músicas, vídeos e depoimentos - infelizmente - é quase estar ali em espírito. A estréia é no dia 21 desse mês nos Estados Unidos, porém aqui, temos a previsão para Dezembro. Haja paciência.
Para assistir o trailer:
Beijinhos!

quarta-feira, setembro 05, 2007

Auto-retrato


Birds flying high you know how I feel
Sun in the sky you know how I feel
Breeze driftin' on by you know how I feel
It's a new dawn
It's a new day
It's a new life
For me
And I'm feeling good
Fish in the sea you know how I feel
River running free you know how I feel
Blossom on the tree you know how I feel
Dragonfly out in the sun you know what I mean, don't you know
Butterflies all havin' fun you know what I mean
Sleep in peace when day is done
That's what I mean
And this old world is a new world
And a bold world
For me
Stars when you shine you know how I feel
Scent of the pine you know how I feel
Oh freedom is mine
And I know how I feel
Feeling good - Nina Simone.