Ao som da valsinha.

Fui até o quarto de minha mãe esperando encontrá-la acordada. Ela dormia toda encolhidinha na colcha, parecia mais um bebê. Senti um afeto tão grande, um amor incondicional e inexplicável...
Deitei ao seu lado devagar para não acordá-la, o que acabou acontecendo. Ela passou o braço pela minha cabeça me abraçando forte.
- Minha filha... Acabei de sonhar que você vinha falar comigo...
A abracei mais forte. De seu quarto podia ouvir a música que vinha do meu. A waltz for a night, uma deliciosa valsinha cantada por Julie Delpy, do filme Antes do pôr- do-sol.
Fechei os olhos e pude sentir o coração de minha mãe bater. Tudo em poucos instantes fez tanto sentido... Eu poderia morrer naquele momento. Uma sensação de dever cumprido, de extrema felicidade, como se não houvesse nada melhor para se viver e tudo o que vivi tinha sido intenso e maravilhoso.
E assim ficamos por alguns minutos, até que ela adormeceu completamente.
Em minha cabeça, nenhuma preocupação. Em meu peito, um êxtase de carinho, amor e saudade que me fazia quase sentir o gosto do paraíso.
Nos imaginei mais velhas... Ela com as mãos cheia de ruguinhas e eu com o cabelo completamente branco, tomando café e comendo bolinho, contando histórias sem sentir o tempo passar.
Pensei... Como é bom viver, respirar, poder a cada dia tentar fazer diferente. Poder encontrar pessoas tão afins e tão diferentes. Como é bom saber que não sou eterna e nada é.
Levantei devagar e caminhei lentamente para o meu quarto com a sensação de que podia voar.
Deitei ao seu lado devagar para não acordá-la, o que acabou acontecendo. Ela passou o braço pela minha cabeça me abraçando forte.
- Minha filha... Acabei de sonhar que você vinha falar comigo...
A abracei mais forte. De seu quarto podia ouvir a música que vinha do meu. A waltz for a night, uma deliciosa valsinha cantada por Julie Delpy, do filme Antes do pôr- do-sol.
Fechei os olhos e pude sentir o coração de minha mãe bater. Tudo em poucos instantes fez tanto sentido... Eu poderia morrer naquele momento. Uma sensação de dever cumprido, de extrema felicidade, como se não houvesse nada melhor para se viver e tudo o que vivi tinha sido intenso e maravilhoso.
E assim ficamos por alguns minutos, até que ela adormeceu completamente.
Em minha cabeça, nenhuma preocupação. Em meu peito, um êxtase de carinho, amor e saudade que me fazia quase sentir o gosto do paraíso.
Nos imaginei mais velhas... Ela com as mãos cheia de ruguinhas e eu com o cabelo completamente branco, tomando café e comendo bolinho, contando histórias sem sentir o tempo passar.
Pensei... Como é bom viver, respirar, poder a cada dia tentar fazer diferente. Poder encontrar pessoas tão afins e tão diferentes. Como é bom saber que não sou eterna e nada é.
Levantei devagar e caminhei lentamente para o meu quarto com a sensação de que podia voar.
A waltz for a night:

