Um lapso de amor.

Ouvindo “I don´t blame you” – Cat Power - acendi um incenso e fui para o meu quarto. Me senti leve e realizada, com a sensação de que mais um ano havia se passado. Um flashback instantâneo cintilou entre os neurônios, bem mais rápido do que o preparo de um cup nuddles.
O curioso é que não escutava a música prestando atenção no significado das palavras, e sim na delicadeza das notas tocadas pelo músico ao piano e a sensação dócil das frases cantaroladas.
Me joguei na cama com os braços abertos, eu podia sentir o mundo. Uma sensação curiosa tomou conta de mim, deixando meu coração aos pulos. Fui tomada por um lapso de amor. Eu não tinha a noção exata em quem pensava, e também sabia que era melhor não me questionar, simplesmente curti aquele momento – aparentemente – bom de paixão, pois havia algo muito vivo dentro de mim. Vontades e anseios. De beijos, carinhos e abraços, nos amigos, na família, na flozinha e no cachorro.
Num mesmo instante, fui parar naquela praia que já estive e ainda vou. Andando ao seu lado, não precisava de mais nada. A barra do vestido branco esbarrava na água que ia e vinha sem se cansar. Não sabia dizer quem era a pessoa. Não parecia ter face, nome ou identidade. Era apenas alguém que me fazia bem. Que me acompanhava a troco somente da minha paz e felicidade.
Nada é sem sentido.
Engraçado é que ao mesmo tempo voltei e me vi girando em outros braços, como se nada mais existisse. Esses braços eu já conhecia fazia um tempo, assim como o contorno dos olhos puxadinhos.
Seria a mesma pessoa? Pessoas completamente diferentes? Lembrei imediatamente de meu pai, e de sua célebre frase: “o sentido só faz sentido quando é sentido”. Decidi que era melhor esperar para ver. Simplesmente viver para poder sentir, compreender e chegar à luz.
O curioso é que não escutava a música prestando atenção no significado das palavras, e sim na delicadeza das notas tocadas pelo músico ao piano e a sensação dócil das frases cantaroladas.
Me joguei na cama com os braços abertos, eu podia sentir o mundo. Uma sensação curiosa tomou conta de mim, deixando meu coração aos pulos. Fui tomada por um lapso de amor. Eu não tinha a noção exata em quem pensava, e também sabia que era melhor não me questionar, simplesmente curti aquele momento – aparentemente – bom de paixão, pois havia algo muito vivo dentro de mim. Vontades e anseios. De beijos, carinhos e abraços, nos amigos, na família, na flozinha e no cachorro.
Num mesmo instante, fui parar naquela praia que já estive e ainda vou. Andando ao seu lado, não precisava de mais nada. A barra do vestido branco esbarrava na água que ia e vinha sem se cansar. Não sabia dizer quem era a pessoa. Não parecia ter face, nome ou identidade. Era apenas alguém que me fazia bem. Que me acompanhava a troco somente da minha paz e felicidade.
Nada é sem sentido.
Engraçado é que ao mesmo tempo voltei e me vi girando em outros braços, como se nada mais existisse. Esses braços eu já conhecia fazia um tempo, assim como o contorno dos olhos puxadinhos.
Seria a mesma pessoa? Pessoas completamente diferentes? Lembrei imediatamente de meu pai, e de sua célebre frase: “o sentido só faz sentido quando é sentido”. Decidi que era melhor esperar para ver. Simplesmente viver para poder sentir, compreender e chegar à luz.
5 Comments:
ninaaaa!!!
niña luz...
somos intertextuales.
besos, cariños y abrazos!
yo.
Acho que conheço essa música.
Mas é só uma suposição.
Bem, apaixonar-se por alguém indeterminado apresenta uma grande vantagem: não há frustração por falta de correspondência ou coisa do tipo.
Espero que não me culpe.
minha linda ...sonho em um dia ser comu vc
essa minina, mulher q me encanta a cada dia q passa !
te amu !
ñ sonho viver à te imitar ,mais sim me espelhar numa vida saudavel e deliciosa comu vc faz ser !
Realmente Nina...cada vez que busco alento e descanso em pessoas especiais que irradiam luz a tudo e a todos me vejo obrigado a passar pelo seu blog e me deliciar de suas letras inspiradas e cheias de vida e paixão...
Me sinto até um pouco culpado por esta relação virtual ser um pouco mutualística e não recíproca como gostaria...tenho muito a aprender com sua poesia e com seu jeito alvissareiro com a vida, refletidos através deste seu sorriso lindo...
Que seu 2007 seja repleto de muito amor, saúde, paz e alegrias em sua vida e que o sentimento de plenitude que propalas a todos seja cada vez mais uma constante em sua vida e a todos os que estão ao seu redor...
Um super beijão
Alexandre Casimiro
Só vi o post hoje. E devo confessar que esse mexeu comigo mais do que todos os outros. Por que será? Uma sensação de medo e anseio percorreu-me... só foi embora quando li os braços girando e os olhos puxadinhos...
Pra que sentido quando se é sentido?
Queria dizer mais umas coisas, mas acho que você já sabe...
beijão!!
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