Piedade, São Pedro.
Acordei com meu irmão me sacudindo na cama, dizendo: - Não dá pra sair de casa, a rua tá cheia, não tem como sair.
Fui cambaleando até a janela e vi que a água não tinha abaixado praticamente nada desde a noite anterior. Chegava quase na altura de um pneu. Quarta-feira, ontem, caso fosse à faculdade, não teria conseguido entrar em casa.
Hoje já não conseguirei sair. Da janela do quarto de minha mãe, pude conversar com o vizinho do outro lado da rua. Ele dizia que o centro também estava um transtorno, carros tinham boiado na noite anterior, o “valão” tinha transbordado. Aquela água podre invadiu casas da proximidade, fazendo com que várias pessoas perdessem seus móveis.
Um colega de trabalho de minha mãe, não foi trabalhar justamente por perder grande parte de suas coisas, enquanto seu chefe, mesmo comunicado do problema, insistia que ele fosse. A máquina não pode parar, não é?
A água também invadiu a casa da minha avó, e com certeza, muitas outras. No entanto, tenho certeza de que na casa DELES, está tudo mais certinho, está tudo bonitinho.
Perdi minha aula de música e provavelmente, perderei mais um dia de faculdade. E isso não é nada comparado as perdas do Rio de Janeiro, e os bairros mais carentes daqui.
A rádio ouve reclamações dos moradores indignados, todos se perguntam: De quem é a culpa?
Fui cambaleando até a janela e vi que a água não tinha abaixado praticamente nada desde a noite anterior. Chegava quase na altura de um pneu. Quarta-feira, ontem, caso fosse à faculdade, não teria conseguido entrar em casa.
Hoje já não conseguirei sair. Da janela do quarto de minha mãe, pude conversar com o vizinho do outro lado da rua. Ele dizia que o centro também estava um transtorno, carros tinham boiado na noite anterior, o “valão” tinha transbordado. Aquela água podre invadiu casas da proximidade, fazendo com que várias pessoas perdessem seus móveis.
Um colega de trabalho de minha mãe, não foi trabalhar justamente por perder grande parte de suas coisas, enquanto seu chefe, mesmo comunicado do problema, insistia que ele fosse. A máquina não pode parar, não é?
A água também invadiu a casa da minha avó, e com certeza, muitas outras. No entanto, tenho certeza de que na casa DELES, está tudo mais certinho, está tudo bonitinho.
Perdi minha aula de música e provavelmente, perderei mais um dia de faculdade. E isso não é nada comparado as perdas do Rio de Janeiro, e os bairros mais carentes daqui.
A rádio ouve reclamações dos moradores indignados, todos se perguntam: De quem é a culpa?
A cidade de Macaé parou. São Pedro não moderou a torneira ontem. Espero que dê uma trégua hoje. Não estamos preparados para isso.


